Resumo – Hoje ”Máscaras” 05/09/2012 – “Otávio está mais próximo de Eliza”, acredita Fernando Pavão

Eliza (Paloma Duarte) ou Maria (Miriam Freeland): afinal, com quem Otávio (Fernando Pavão) vai ficar no final de Máscaras?

Para Fernando Pavão, só o autor Lauro César Muniz pode responder. Porém, o ator tem certeza de que, neste momento, seu personagem está mais próximo de Eliza.

— A história muda muito, mas, nesse momento, o Otávio está um pouco mais próximo da Eliza. Mas não sei, ele tem uma ligação forte com a Maria, mulher, mãe do filho dele, não sei dizer o que vem por aí.

Para Pavão, apesar de estar apaixonado por Eliza, Otávio não esqueceu Maria.

— Ele teve uma história com a Maria, foram casados, muito apaixonados, você não esquece isso. Uma paixão não anula a outra, isso é um conflito que acontece muito.

Ainda segundo o ator, Otávio não é mau-caráter: ele se infiltrou na quadrilha para encontrar seu filho, e acabou mostrando um lado desconhecido até para si próprio.

— Otávio mostrou um lado que talvez ele não conhecesse. Foi a maneira que ele encontrou para sobreviver no meio daquilo, trocar a identidade e se passar por Martim, senão iam matá-lo. Os personagens do Lauro, os heróis dele, não têm caráter ruim. O Otávio tem uma atitude que não é típica do herói clássico, mas é isso que é legal.

Colunista compara “Maria do Bairro” com “Máscaras” da Record

Esta é ‘apenas’ a quinta vez que o SBT leva ao ar o dramalhão mexicano ‘Maria do Bairro’ (antes, foi exibido em 1997, 1998, 2004 e 2007) e, acreditem, a novela estrelada por Thalia é, atualmente, um dos trunfos de Silvio Santos contra a concorrência.
Esta semana, a trama chegou a liderar a audiência da tarde, na quinta-feira (12), fechando com média de 8 pontos, terminando atrás da Globo, com média de 9, e bem à frente da Record, em terceiro, com 3.

Comparando a novela mexicana com ‘Máscaras’, por exemplo, torna-se mais curioso ainda o sucesso de ‘Maria do Bairro’. Com baixo orçamento, elenco sofrível e direção de arte desastrosa, a história, exibida pela quinta vez pelo SBT (sempre bom lembrar), consegue performances muito superiores às da trama inédita da Record, cuja vida já foi previamente encurtada (por conta dos números baixíssimos de audiência), escrita por um autor consagrado (Lauro César Muniz), com nomes fortes no elenco (como Paloma Duarte e Jonas Bloch). Difícil entender a magia de ‘Maria do Bairro’. Da série ‘mistérios da mente do telespectador’.

Fonte: Heloísa Tolipan (Jornal do Brasil)

Elenco de “Máscaras” está correto: a novela melhorou significativamente.

Quando Máscaras estreou, escrevi uma crítica sobre a novela após assistir os seus cinco primeiros capítulos
Já no primeiro capítulo, percebi o desacerto entre autores e a direção da trama. Como relato no texto supracitado, era “como se os autores estivessem querendo passar uma mensagem e os diretores não estivessem conseguindo realiza-la à altura”.
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A crise instaurou-se em Máscaras e o diretor foi trocado. Mudanças de horário prejudicaram ainda mais a trama. Lauro César Muniz, o autor, prometeu mudar sua novela para conquistar novamente o público.

Nesta segunda-feira (02/07), foi divulgada na internet uma “carta de amor à Máscaras”, assinada por 28 atores do elenco. Nela, os atores reclamavam da mídia, que divulga apenas os problemas da novela (como a baixa audiência) e não noticia a qualidade artística da obra, o trabalho e a garra dos atores e da equipe de roteiristas comandada por Lauro Cesar Muniz.

A carta afirma que Máscaras inova e ”quebra com os clichês das novelas convencionais” e isto não é divulgado pela mídia, e que “não é justo que essa inovação, essa ousadia, não fique registrada”. Analisemos cada um dos exemplos desta inovação citados na carta (item 3 da carta):

1. Apresenta um galã dúbio, que tanto pode ser bom ou mau caráter, sem heroísmo romântico;

Lauro César Muniz já apresentara galãs dúbios desde Escalada (na década de 1970) e Roda de Fogo (na década de 1980). Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo, suas duas últimas novelas (na Record) também tinham. Outros autores também criaram heróis dúbios, como Dias Gomes, Bráulio Pedroso e Janete Clair.

2. Vilões que se apaixonam, cujas ações são misturadas com humor e atitudes paradoxais, sem maniqueísmos;

Várias novelas, há muito tempo, têm vilões com essas características. A própria Carminha de Avenida Brasil, por exemplo, ora é perversa, ora demonstra amor pelo filho, ora é engraçada, etc.

3. Um casal que tem um filho imaginário, uma metáfora, algo inexistente em novelas;

Realmente inédito!

4. Personagens com tesão explicita e realizada, fugindo aos padrões antigos de comportamento;

Um vídeo com uma cena entre Flavia Monteiro e Nicola Siri até virou piada na internet recentemente, o “Você quer Me Ter?”. Acho que representa bem esse item.

5. Um retrato político do capitalismo selvagem internacional, ao mostrar uma organização com interesses em propriedades de outra nação, como acontece com o petróleo do Oriente Médio, ou a loucura dos investidores da bolsa americana, em sua ambição desenfreada, levando o mundo a uma crise imensa.

Lauro já tratou dessas “organizações internacionais” em novelas como O Salvador da Pátria e Poder Paralelo.

Ou seja, não vejo nada de muito “inovador” no que foi citado, pois existem vários exemplos de novelas – dentro e fora da própria Record – que abandonaram o maniqueísmo folhetinesco e apostaram em tramas mais naturalistas.

Assisti ao capítulo de Máscaras exibido nesta segunda-feira. Por este capítulo isolado, e pelo que afirmei acima, também não vi muita inovação na trama. Todavia, é notório que Máscaras melhorou muito. Realmente é outra novela. A direção (agora a cargo de Edgard Miranda) está segura, acompanhada de trilha sonora apropriada e uma iluminação eficiente. Diferente do início, em que a direção, trilha e fotografia eram absolutamente equivocadas.

A direção de atores também é bem superior. O capítulo apresentou uma cena ótima entre Míriam Freeland e Petrônio Gontijo. E Fernando Pavão, que vive o protagonista, está bem mais seguro e convincente em seu papel. A trama me pareceu mais clara, sem aquela nuvem de dúvidas inicial que a deixava confusa.

Enfim, vendo apenas um capítulo já dá para sentir que a novela melhorou. Mas, seria necessário, ao menos, uma semana inteira para sentir algo realmente inovador na estrutura da trama. Prometo que voltarei ao assunto.

Em tempo, no início de junho escrevi um texto sobre o profissionalismo da equipe de Máscaras, elogiando o autor em sua tentativa de salvar a novela.

UOL – Nilson Xavier

Record troca diretor de Máscaras.

O que se ensaiava já há alguns dias acabou acontecendo na manhã de hoje. Foi confirmada a saída de Ignácio Coqueiro da direção da novela “Máscaras”, do Lauro César Muniz.

Em seu lugar, segundo decisão tomada há poucos minutos, vai assumir Edgard Miranda.

“Máscaras”, como se sabe, teve a sua duração reduzida. Em vez de terminar em março de 2013, como foi inicialmente previsto, deve se encerrar ainda este ano.

 

Coluna Flávio Ricco

Horário de “Máscaras” é um ‘mistério’.

Um dos principais problemas de “Máscaras”, da Record, não está relacionado à trama confusa ou à direção dos atores da novela. Mas, sim, no horário em que o folhetim vai ao ar, que nem sempre é respeitado, fazendo com que os telespectadores percam parte ou um capítulo inteiro. O autor da trama, Lauro César Muniz, inclusive, já foi vítima desse mal. “A novela estava programada para depois das 23h, mas entrou às 22h05. Nem gravei, como costumo fazer”, contou. De acordo com ele, é surpreendente quando o telespectador consegue descobrir o horário da novela. “Para mim, é um mistério”, finaliza Muniz. (com Camila Monroe)

Coluna Zapping

Sem querer, Globo faz merchan de novela da Record

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No último domingo, 8, o “Fantástico” cometeu uma gafe daquelas raríssimas de serem vistas na Globo. Por duas vezes, como noticia o colunista do F5 Ricardo Feltrin, o programa divulgou uma atração da concorrente Record.

Aconteceu durante o quadro “Medidinha Certa”, quando um garoto era entrevistado. Atrás dele, em uma estante, a câmera pega também um quadro da novela teen “Rebelde”, exibida pela outra emissora.

A imagem do elenco concorrente aparece duas vezes, durante a entrevista.

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